
SOBRE NZINGA NO JAPÃO
京都・大阪支部


since 2015
Conectando-se com o mundo
Somos um grupo de Capoeira Angola com base em Kyoto e Osaka, que pratica respeitando profundamente os ensinamentos de nossas Mestras e Mestres, assim como nossas raízes no Brasil. Como parte de uma rede que se estende pelo mundo, estudamos e vivenciamos diariamente essa cultura profunda e ancestral.
A capoeira reúne muitos elementos: é luta, é música e também é sabedoria para a vida. Por meio das aulas regulares, apresentações e workshops, valorizamos não apenas o desenvolvimento físico, mas também o cultivo do respeito por si e pelo outro, assim como a empatia e o cuidado mútuo.
Independentemente de idade, gênero, nacionalidade ou identidade, este é um espaço onde cada pessoa pode aprender sendo quem é.
Em uma comunidade acolhedora e calorosa como esta, que tal descobrir um novo aspecto de si mesmo/a/e?
SOBRE O GRUPO NZINGA
グループ インジンガについて

since 1995
O Grupo Nzinga de Capoeira Angola foi fundado em 8 de março de 1995, na cidade de São Paulo, Brasil. Trata-se de um grupo sem fins lucrativos dedicado à preservação e transmissão da Capoeira Angola, bem como à pesquisa e salvaguarda das culturas afro-brasileiras de matriz bantu. A organização atua institucionalmente como o Instituto Nzinga de Capoeira Angola.
Sob a orientação dos mestres no Brasil e das lideranças de cada núcleo, os integrantes estudam a espiritualidade e a filosofia da Capoeira por meio da prática cotidiana da música e do movimento.
O grupo tem como objetivo preservar os valores tradicionais da Capoeira Angola e da cultura bantu, com ênfase no seu caráter educativo. O aprendizado acontece não apenas nos treinos diários, mas também nas rodas, em publicações, diálogos, expressões artísticas e ações sociais.
As principais mestras e mestres do grupo são Mestra Janja, Mestra Paulinha, Mestre Tiao Carvalho e Mestra Mano.
Por meio de mestres, mestras e contra-mestres, o grupo transmite os ensinamentos de Mestre Pastinha, amplamente reconhecido como o “pai” da Capoeira Angola. Também chamada de linhagem Pastinha de Angola, essa tradição fundamenta as atividades do grupo.
Uma das características centrais desses ensinamentos é a formação de pessoas éticas e socialmente conscientes por meio da prática da Capoeira Angola. Isso inclui o posicionamento contra o racismo e a discriminação de gênero, bem como a oposição à violência contra pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade. O grupo promove o respeito aos direitos humanos, a não-violência, a igualdade social, o empoderamento das mulheres, o combate à violência contra a mulher, o apoio a mães solo e a valorização da educação das crianças, dialogando com as demandas da sociedade contemporânea.
Nzinga Kyoto e Nzinga Osaka são núcleos que atuam nas respectivas cidades no Japão.
Atualmente, o grupo mantém núcleos e representações no Brasil e em diversos países do mundo. Além das aulas regulares, realiza ativamente oficinas, apresentações, ações voluntárias e participação em eventos culturais.
Orquestra de Berimbau
Uma orquestra formada em torno do berimbau — instrumento principal da Capoeira — reunindo diversas pessoas para tocar em conjunto.
A atividade tem como objetivo estudar e preservar os ritmos da Capoeira e também da música afro-brasileira, promovendo a aprendizagem e a transmissão dessas tradições musicais.
Berimbau Orquestra


Orquestra de berimbaus no Japão 2023. カポエィラ ビリンバウ オーケストラ 音楽の祭日 みんぱく

'Ya temi xoa, aê, êa!' - Berimbau Orquestra in Japan / Nzinga Kyoto - Davi Kopenawa

音楽の祭日2019 みんぱく/カポエィラ ビリンバウ オーケストラ Berimbau Orquestra

iuna
RAINHA NZINGA(NJINGA)
インジンガ女王について

Queen Nzinga
Rainha Nzinga (1581–1663)
Figura que dá nome ao nosso grupo.
(Nzinga, Jinga, Njinga, Ginga — há diferentes grafias)
Nzinga Ngola Mbandi foi rainha dos reinos do Ndongo e de Matamba, na atual Angola. É reconhecida na história africana como uma das principais lideranças de resistência à colonização europeia.
A invasão portuguesa iniciada em 1576 começou no Ndongo, território que passou a ser chamado Angola, com a fundação de Luanda como centro do tráfico atlântico de pessoas escravizadas.
Seu pai, Ngola Kiluanji, resistiu por muitos anos à expansão portuguesa. Mais tarde, seu irmão Ngola Mbandi enfrentou enormes pressões, e o reino foi profundamente desestabilizado.
Enviada como diplomata para negociar um tratado de paz, Nzinga demonstrou grande habilidade política ao defender a soberania de seu povo. No entanto, Portugal não cumpriu os acordos e continuou o processo de colonização e captura de pessoas para a escravidão.
Mesmo após a rendição de seu irmão, Nzinga manteve a resistência. Após sua morte, ela tornou-se oficialmente rainha do Ndongo. Formou alianças com africanos treinados militarmente, com guerreiros Jaga e com pessoas que haviam escapado da escravidão, organizando comunidades de resistência chamadas quilombos.
Esse modelo de organização influenciou posteriormente os quilombos no Brasil, como o liderado por Zumbi dos Palmares.
Rainha Nzinga lutou até o fim de sua vida pela autonomia e pela dignidade de seu povo, tornando-se símbolo de liderança feminina, resistência e soberania africana.

